A tentação de quem recebe é encher a mesa. O efeito costuma ser o contrário do pretendido.
Comece pela base
Toalha ou sousplat, nunca os dois competindo. A base é o fundo, não o assunto.
Uma altura de cada vez
Arranjos baixos deixam as pessoas se enxergarem. Se quiser altura, coloque fora da linha do olhar.
Três camadas bastam
Base, louça e um ponto de interesse. Base é toalha ou sousplat — nunca os dois competindo pela atenção. Louça é o serviço. Ponto de interesse é o arranjo, as velas ou a fruta na travessa. Mais que isso vira acúmulo, e acúmulo em mesa lida como falta de espaço, não como fartura.
Se a mesa é pequena, corte o ponto de interesse. Espaço para apoiar o cotovelo vale mais que arranjo.
Altura na linha do olhar é erro
Arranjo alto no centro obriga todo mundo a espiar por cima ou por baixo, e conversa cruzada morre. Se quiser altura, coloque nas pontas ou fora da mesa. No centro, nada acima de 25 centímetros.
Velas altas são a exceção clássica, e mesmo elas funcionam melhor em pares nas extremidades do que uma coluna no meio.
Louça não precisa combinar
A ideia de jogo completo é herança de uma época em que a louça vinha em caixa. Misturar funciona, desde que haja um fio condutor: o mesmo tom, o mesmo material, ou a mesma família de formas. Prato branco liso conversa com quase tudo.
O que não funciona é misturar sem critério nenhum. Duas peças de personalidade forte na mesma mesa disputam, e a mesa fica barulhenta.